Um abraçaço de Caetano em São Paulo

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Há tempos ensaiava minha volta ao blog mas sempre encontrava boas desculpas e outras prioridades que me faziam adiar o plano. Até que fui assistir pela primeira vez a um show de Caetano Veloso, acompanhado da banda Cê, em turnê com seu mais recente disco, Abraçaço (2012).

Talvez o que me fez parar por algum tempo foi justamente a ausência de assistir a algo que movesse tanto quanto à apresentação de Caetano nesse último sábado, 13 de abril, conseguiu. Confesso que é difícil analisar uma performance de um artista deste porte, afinal, somos condicionados a admirá-lo por si só, e é por este motivo mesmo que Caetano prevalece ano após ano, porque ele se arrisca, se desfaz de seu próprio mito, se reinventa e surpreende, surpreende sempre.

O repertório do espetáculo foi muito bem planejado e dosado, Caetano mesclou a abertura com as músicas mais fortes do útlimo disco com a balada ‘Lindeza’, do álbum Circuladô. Destaque para as ambiências e atmosferas criadas a cada música, geradas não só pelos instrumentos e interpretações do artista, mas também pela minimalista e graciosa cenografia e a delicada e fundamental iluminação.

Falando em interpretações do artista, Caetano esbanjou disposição, bom humor, sorrisos, gestos, caras e bocas para plateia. Mas o momento que o cantor baiano arrancava os sorrisos e aplausos mais especiais era quando dava suas sambadas e passes charmosamente desajeitados.

Sem qualquer trava ou receio, Caetano fez um show ousado e desprendido, indo da antológica ‘triste bahia’ até a manjada ‘você não entende nada’ sem perder o pique, o envolvimento com o público, muito pelo contrário. O artista fez com que muitos dos espectadores largassem suas cadeiras para dançar.

Outro ponto especial, para aqueles que esperavam ver um Caetano afiando, enérgico e raivoso após comentários de Feliciano que ganharam visibilidade na imprensa esta semana, se decepcionaram. Ele estava do bem, leve, sensível, tranqüilo e até frágil. Com delicadeza e classe, ele expõe com beleza sua idade e sua condição.

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Dentre tantas canções lindas e momentos incríveis do show – minha vontade era de emoldurar dezenas deles – fico aqui com dois registros:

Quando Caetano, logo na abertura do show, cantou ‘Lindeza’ parecia que ele estava dando as boas-vindas ao público com um carinho em cada um, foi um momento envolvente, delicado e marcante.

http://www.youtube.com/watch?v=b7peKhxAbh8

Outro momento incrivelmente lindo foi durante a execução da música do disco novo, ‘um comunista’. Já havia passado pela faixa algumas vezes antes do show, mas após prestigia-la ao vivo, minha perspectiva mudou completamente. Seja pela performance de Caetano, seja pela luz vermelha e delicada que invadia o palco, seja pelo que for, é uma canção cheia de detalhes e riquezas.

http://www.youtube.com/watch?v=otiZAYPP200

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15 de abril de 2013 · 2:25 AM

mumford and sons | babel

2012. Um mundo que se transforma veloz e constantemente, e que tem revolucionado todos os costumes do ser humano, respirando tecnologia e inovação.

Tais adventos acabam refletindo nas artes, principalmente na música. Então, como é que em uma completamente cibernética e digitalizada, um quarteto formado com instrumentos ‘arcaicos’, como banjos, bandolins, violão e contra-baixo acústico, consegue ser um dos maiores fenômenos musicais do início desta década?

Após o surpreendente Sight no More (2010), apontado pela crítica especializada como melhor disco do ano e líder absoluto de vendas, os ingleses do Mumford & Sons tinham a difícil missão de lançar um disco em 2012 que correspondesse ao primeiro trabalho.
Para se ter uma ideia do tamanho da expectativa e da responsabilidade deste segundo disco, na sua semana de lançamento, no final de setembro, foram vendidas mais de 760 mil cópias somente nos EUA e Reino Unido.

Mas afinal, eles deram conta do recado com o disco Babel? Vamos ver isso agora.

Primeiro que para ouvir Mumford & Sons, você deve se desfazer de preconceitos, rótulos, comparações e mergulhar no universo particular que envolve o contexto e a musicalidade do grupo.
A sensação de ouvir o álbum do grupo, é a mesma de como se você estivesse assistindo a um filme. Existe um enredo, um cenário, personagens e continuidade, destaque para ordem e sequências das músicas.
O grupo apresenta uma cultura, referências, linguajar, ambientação e narrativa autoral.
A fórmula continua a mesma, coração rasgado, canções que mais parecem verdadeiros hinos e letras cheias de alma.
A estética musical amadureceu, as harmonias ficaram muito mais ricas e a voz de Marcus Mumford está mais desafiadora ainda.
A abertura do disco não poderia ter sido melhor, ‘Babel’ – faixa que batiza o disco –  segue um tom triunfal, e vibrante. Ela carrega vida e convida o ouvinte para seguir por uma verdadeira viagem que é apreciar o disco.
Naturalmente, a faixa I’ll wait nasce como single. Tocada desde 2011 pelo conjunto em seus shows, ela é a perfeita identidade e definição do grupo.
Depois de um início explosivo, o grupo caminha por melodias mais introspectivas e detalhistas como em ‘Holland Road’ e ‘Ghosts That We Knew’.
‘Ghosts that we knew’ é tão sensível que soa como uma trégua em meio a tempestade, um abraço, um conforto.
‘Lover of the light’ vem em seguida para ser o tom de despertar e um dos principais brados do novo álbum.
‘Hopeless Wanderer’ se destaca por ser a faixa mais surpreendente do novo trabalho, isso porque ela começa com indícios que vai seguir uma linha característica, mas suas variações de tempo e compasso dão um tom especial.

Enfim, como dito acima é para ser apreciado, não ouvido. Faixa por faixa, ouvir e reouvir. E vale, vale muito.

Faixas favoritas:

Babel

Ghosts That we knew

Hopeless Wanderer

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EP SILVA | Lúcio Souza | Um maestro, por que não?


Apenas um EP de 5 músicas já foi o bastante para que Lúcio Souza conquistasse as atenções dos críticos, público e as principais gravadoras do país.

Sob o título de SILVA, seu sobrenome do meio, o trabalho teve a mixagem de Lucio Paixa, a masterização do geninal Matt Cotton, produtor mundialmente reconhecido por seus trabalhos com James Blake, Sandwell District, entre outros, e a produção impécavel do próprio Lúcio Souza.

O EP abre com a faixa 12 de maio. Uma perfeita carta de boas-vindas para que ouvinte fique à vontade no universo sonoro de SILVA.
Com graça, sua musicalidade agrada dos modernos aos saudosistas.
Seus loopings de bateria e efeitos se misturam em uma levada bem regional. Destaque para o bridge, um envolvente diálogo de metais e violinos.

Imergir é a próxima. Algo mais linear, mais simples. Linhas instrumentais melódicas palatáveis, é confortável, é um descanso agradável aos ouvidos. Mesmo assim, é vibrante e principalmente no final ganha muita vida.

A terceira faixa do álbum, A visita, é a minha favorita. Lúcio abandona os loopings e efeitos. Nela, ele explora com classe arranjos de violino, instrumento com que ele possui maior fluência e intimidade.

Por que minha favorita? Letra criativa e que casa perfeitamente com a cadência e harmonia dos instrumentos. É completa, tem enredo, cenário começo, meio, fim e personagens. Uma obra-prima.

As duas últimas faixas do EP dão um tom mais melancólico. Os efeitos e timbres eletrônicos usados transparecem a sensibilidade e bom gosto do artista.

Depois de ouvir o EP, fico admirado ao saber que com apenas 23 anos, Lúcio arquitetou e executou praticamente tudo sozinho. E é exatamente isso que dele um verdadeiro e virtuoso maestro contemporâneo.

Se você gostou do Lúcio, aproveite! Em maio ele vem para o Festival Sonar, dia 12 de maio, e também tocará no SESC Pompéia dia 15 do mesmo mês.

Aqui deixo o link das minhas faixas favoritas:

SILVA | Cansei

SILVA | A Visita
http://www.youtube.com/watch?v=AzE9Po-bAYo

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The Feminine Mystique

Março. Passou carnaval, o verão caminha pro fim e assim damos as oficiais boas-vindas à 2012. O ano passado foi um ano para ninguém botar defeito no que diz respeito à música. Grandes festivais, turnês internacionais, premiações nacionais recheadas de artistas da nova cena independente. Aqui, nós faremos um overview dos discos que mais surpreenderam no ano passado e no que devemos depositar nossa atenção em 2012.

Entretanto, como teve realmente bastante coisa em 2011, este texto será fragmentado em três edições: Cantoras, Cantores e Bandas. E como 8 de Março é Dia da Mulher, vamos começar por esses seres maravilhosos que fazem deste mundo algo muito melhor a cada dia.

CANTORAS

•  Rhaíssa Bittar |  Violà

Seu disco saiu em 2010, porém sua repercussão se deu com maior força em 2011. Técnica impecáveil, som original, autêntico e de muito bom gosto. Letra envolvente, melodia de vozes soltas que dão um toque único, uma vez que ouviu, você a reconhecerá sempre. Suas criativas e divertidas canções te apresentam um mundo lúdico, teatral, circense e colorido, mais que um disco o trabalho de estreia de Rhaíssa é um universo.

Rhaíssa Bittar | Pa Ri

• Karina Buhr | Longe de Onde

Mais maduro, mais rock and roll, mais forte… mais incrível. Seu disco de estreia, lançado em 2009 já havia alcançado destaque na critica e de músicos consagrados. A expectativa para o trabalho de continuidade de Karina era alta. Mas com a arte em suas veias e postura vibrante, ela enfrentou este desafio com muita vontade e apresenta um trabalho consistente, autoral. Genial da primeira à última faixa.

Karina Buhr | Não me Ame tanto

• Mallu (Magalhães) | Pitanga

A critica adorou o terceiro disco da artista, estando entre os principais discos do ano em quase todos as relações. A princípio não me agradou, talvez porque a maturidade tão falada e elogiada, me incomodasse um pouco. A Mallu produzida, de canto projetado, não me desperta o interesse como aquela garota sensível a arte e que fazia e cantava daquilo que corria em suas veias. Ainda prefiro a menina do que mulher Mallu cheia de poses e posturas. Mas quanto ao disco, é inegável o fato de que o trabalho ficou bonito e que ela continua sendo totalmente acima da média.

Mallu (Magalhães) | Velha e Louca

• Céu | Caravana Sereia Bloom

Definitivamente é uma cantora a um passo a frente da concorrência. Sua sonoridade apresentada em seu terceiro disco solo é única, é sem igual, é dela. Lançado em fevereiro de 2012, o disco tinha uma grande expectativa. Céu já é uma estrela considerada, prestigiada internacionalmente, parte de um célebre hall da música brasileira. Mas com leveza, tranqüilidade e despretensão, ela desmistificou seu terceiro álbum e fez algo na contramão. Ao gosto dela, na simplicidade e estilo que lhe aprouve. Algo sincero, cru, insipirado e com impressões originais. Isso é o que faz da Céu uma artista muito além.

Céu | Retrovisor

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Lirinha muito além do Cordel

No começo de 2010, era anunciado o fim de uma das melhores bandas nacionais dos últimos 20 anos, o grupo Cordel do Fogo Encantado. Criatividade, poesia, regionalismo, vida e outros intraduzíveis sentimentos presentes na sonoridade do grupo ficaram de herança aos nossos ouvidos.

Após o término do Cordel, busquei saber quais seriam os próximos passos de Lirinha, líder do grupo. Mas ele se recolheu em 2010. Foi um ano de muitas transições para ele, além do fim do conjunto, o cantor também se separou da atriz Leandra Leal, com quem tinha um relacionamento há sete anos.

Era tempo de Lirinha se resguardar, refletir, pensar, recriar e renascer em 2011 com o disco Lira. O trabalho foi lançado no dia 11 de setembro — sem ligações com os talibãs, a data foi escolhida por ser um feriado na cidade natal de Lirinha, Arco Verde. No mesmo dia, ouvi o disco por inteiro umas duas, três vezes. Afinal, as doze músicas duram, juntas, apenas quarenta e poucos minutos.

Tomei tempo para digerir o álbum, mas quando compreendi tudo que nele havia, me dei conta que estava ali um dos mais ricos projetos da música brasileira de 2011. Como era de se esperar, não encontrei nenhum link com o Cordel do Fogo Encantado. Afinal, trocar elas por elas não faria sentido, além do que o destaque do grupo era, justamente, a originalidade. Em Lira, Lirinha é minimalista, cru, desafia guitarras e distorções, ao mesmo tempo dando entrada para um belo samba. Enfim, cativante.

Nas notas graves do piano da música de abertura, na melodiosa ‘Sistema Lacrimal’, na poética ‘Adebayor’, na belíssima ‘Noite Fria’, na divertida ‘Memória’ e na antológica faixa ‘Valete’ — música que conta com as ilustres participações de Otto e Ângela Rô-Rô. Além das incríveis colaborações, a faixa em si, é preciosa do princípio ao fim.

E por falar em companhia, Lirinha conta com as melhores. A dupla tão requisitada por Céu, Otto e afins, Catatau nas guitarras e Pupilo na bateria e produção está presente. Outro destaque é a participação do grande poeta e compositor Lula Cortês, que colaborou com a composição da música Adebayor, porém faleceu em março deste ano.

Voltando ao disco, as letras são fenomenais, um ótimo convite para decifrar e perceber a profundidade e riqueza do universo poético de Lirinha, tão condecorado em épocas do Cordel e que, ainda hoje, permanece forte e vivo.

Eu fiquei feliz por ver que seu trabalho é um progresso precioso e que ele segue firme fazendo o que sabe de melhor. Estou ansioso para o show do dia 28 de outubro no Sesc Vila Mariana, em São Paulo, onde será a estreia oficial do novo projeto.

Antes, ficava na torcida para que ele tocasse os clássicos do Cordel no show. Hoje já não me importa mais, o Lira dá muito bem conta do recado.

 *Lirinha estreará em São Paulo oficialmente sua turnê do disco Lira. Os shows serão nos dias 27 e 28 de outubro, às 21 horas, no SESC Vila Mariana.

 

Pra dar o gosto, destaco a faixa ‘Valete’

 

E ‘Noite Fria’

 

No site oficial é possível ouvir e até mesmo fazer o download do disco completo.

http://josepaesdelira.blogspot.com/

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antes tarde do que nunca. muito prazer, feist.

Até então não a conhecia muito bem. Uma música ali, outra aqui e só. Juntando a sugestão de uma amiga de não só escrever daquilo que realmente gosto / conheço e pelo fato de Feist ter lançado um dos discos mais comentados pela mídia estrangeira e nacional especializada no último mês, Metals, me soou como uma ótima oportunidade para conhecê-la.
No geral, o disco conta com uma produção de muito bom tom e arranjos de ótimo gosto, com isso a artista indie deixa de vez a crueza do movimento e flerta bastante com o pop no seu recente trabalho.
‘The Bad in each other’ é ótima carta de boas-vindas ao disco, abertura pontuada que leva a passos firmes para as linhas envolventes e timbre de voz tão único da Feist. Faixa que retrata bem o álbum, riquíssimo nos detalhes.
A segunda faixa já desempenha um papel importante, de conduzir o ouvinte para o ambiente predominante do Metals, ‘Graveyard’ tem um ritmo mais cadenciado, bom, mas sem surpresas. O ponto alto e muito bonito da música é quando cresce com a entrada do coro e metais.
Depois de já adentrado ao universo do Metals, as faixas seguintes caminham mais densas e turvas, não por isso menos belo. Alguns momentos ela soa muito Cat Power. E isso é um elogio.

Passeia por um universo mais denso e turvo, nao por isso menos belo, da Cat Power. O disco apresenta dinâmica, tanto na disposição das músicas e sequência, como a cada faixa. Ele tem um desenrolar, uma evolução, se estiver disposto você fará uma grande viagem.
Minha faixa destaque fica para ‘A Commotion’. A veia do indie salta, as guitarras falam mais alto, tem um peso no andamento do baixo e metais. Arranjos dos mais merecidos elogios.
Gostei, vale a pena ouvi-lo por inteiro. Não foi uma viagem perdida, foi muito agradável e deu interesse por saber mais. Muito prazer, Feist.
Aos interessados, um aperitivo do disco.

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Agradável surpresa de um despretensioso show

Há tempos planejava meu próximo texto do blog. Estava com alguns artistas em mente,  peesquisei discografias, mas faltava o tempo que eu queria para escrever o texto.

Porém, neste domingo, dia 25/09, fui a dois shows incríveis que me encheram de vontade para voltar a escrever aqui. O primeiro show do dia foi do Criolo, no Parque da Aclimação. O talentoso artista dominou o palco e fez um show de rap acompanhado de um time impecável de instumentistas que mesclavam a poesia do Criolo diversos estilos musicais. Mas como ele é capa da TRIP, vai cantar no VMB e é um dos principais destaques do ano, vou direcionar a atenção do texto para a segunda apresentação do dia, que aconteceu no Auditório Ibirapuera.

Conheci no ano passado o som da Dani Gurgel, excelente cantora e musicista que flerta com o jazz e o samba. Por sugestão de uma amiga, eu decidi ir ao espetáculo do projeto que ela lidera, mas que pouco conhecia até então, o Música de Graça.

Sabia que a apresentação contava com um coletivo de artistas, entre eles Dani Gurgel, Verônica Ferriani, Giana Viscardi, Vicente Barreto eoutros. Mas mal sabia eu quem eram  os outros, quão geniais eles são. Então, aquele que era para ser apenas mais um show do dia, me arrebatou e me senti privilegiado por ver tanto talento, composições maravilhosas e um espetáculo com um conceito artístico tão bem definido.

A dinâmica do espetáculo foi perfeita, entre os celebres e virtuosos musicistas no palco, a cada música alguns destes apresentavam seus temas, sempre feitos em parcerias. O projeto celebra a arte colaborativa e como esta nova safra de artistas se une com uma afinidade ricamente produtiva.

Todos os temas apresentados eram brilhanrtes, mas alguns artistas especiais me chamaram a atenção pela criatividade e leveza de fazer algo tão bom de maneira tão natural, como o contrabaixista Manu Maltez, o pianista Gui Ribeiro, a voz de Rafa Barreto, Dani Gurgel, Giana Viscardi e Verônica Ferriani (já havia escutado antes, mas ao vivo mudou totalmente minha percepção) e as percussões e bateria, perfeitamente lideradas pelo diretor musical do espetáculo, Thiago Rabello.

Meus destaques ficam para as músicas ‘Gasolina Cabaré’, com Fábio Barros e Manu Maltez, que infelizmente contou com a ausência de Tatiana Parra, a canção ‘Aurora’ feita pelas talentosas Verônica e Giana e um maravilhoso tema feito pela Dani Gurgel e Gui Ribeiro, no qual o pianista mesclava genialmente linhas de ‘Moon River’ na música ‘Um dia’.

Um espetáculo único, desde a sua concepção, até o cenário, formação de palco, iluminação, temas apresentados, músicos convidados, um privilégio foi ter conferido de perto.

A graça fica pela certeza de que muitos mais virão! Para quem quiser ouvir, baixar as músicas destes artistas, bem como assistir muitos dos temas que foram tocados, é só entrar no site: http://www.musicadegraca.com.br/

Aqui deixo, minhas favoritas do espetáculo:

Aurora | Verônica Ferriani e Giana Viscardi

Gasolina Cabaré | Manu Maltez, Fábio Barros e, aqui, com a Tatiana Parra

Pedro Bontorim
25/09/11

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